Leia 2 capítulos de Etama

Princípio

(prévia)


O mundo de Etama mudou consideravelmente. O equilíbrio dos Elementais torna-se instável. Cada vez mais, os seres míticos tornam-se uma lenda, um mito esquecido nas eras.
Os antigos elementais da Terra, Fogo, Água e Ar vagavam como fantasmas escondidos nas sombras. Eles estavam com medo.

No entanto, nem sempre foi assim…

Em um tempo esquecido, no qual as guerras se encarregaram de sepultar a esperança, os Elementais receberam a responsabilidade de proteger o mundo de Etama e a Árvore Samaúma. Cada senhor Elemental possuía uma preciosa relíquia ancestral para manter o equilíbrio. Ao todo, eram quatro artefatos de imenso poder, capazes de alterar a vida e a morte.
Mas eles foram enganados pelos Senhores da Guerra que prometiam um mundo melhor por intermédio das armas. Ainda ingênuos, os Elementais entregaram uma das relíquias aos Caris, homens de extrema ganância, que, em suas promessas, garantiram que os artefatos estariam a salvo de qualquer ameaça.
A relíquia chamava-se Kayeb, objeto que evocava a Cobra Cósmica, criatura mítica de poder imensurável que obedecia a quem a empunhava. Com isso, os povos de Etama foram escravizados e muitos perderam suas vidas.

Mas nem toda luz foi apagada, porque alguns resistiram…

Das cinzas da guerra, os sobreviventes ergueram uma cidade majestosa chamada Endir. A Kayeb ficou esquecida e as demais relíquias escondidas nas areias do tempo. Os caris, derrotados, refugiaram-se para o centro do deserto de Ojibe. E lá permaneceram… Até agora.

 

O mundo de Etama

(prévia)

Etama é um mundo ancestral, perdido na aurora das eras. Um espaço mítico que abriga seres de poderosa magia e valorosa sabedoria. É bem verdade, também, que seres de poder maligno inimaginável atuam na escuridão a fim de conquistar tudo que é valioso.
O mundo também é o lar da Árvore Samaúma, que distribui sua energia nas correntes do espaço-tempo entre as nove dimensões existentes. Suas raízes são fincadas no solo e possuem filamentos que adentram ao submundo dos mortos e os seus galhos alcançam o Cosmos e as estrelas da existência, os quais levam os espíritos a novos planetas. Dos frutos da Samaúma, nascem os mais variados deuses, índios e caris do mundo.
Caris são também conhecidos como homens brancos. Estes seres cercaram-se de medo para combater tudo aquilo que os ameaçava em eras passadas. Inventaram armas de destruição que feriram a terra, derramando sangue por onde passavam.

A crueldade era o estandarte contra tudo que era vivo…

Etama, por sua vez, encheu-se com a imensa dor de muitos inocentes que perderam suas vidas. O resultado foi devastador. Deste terror milenar, nasceu o grande deserto de Ojibe, lugar de decadência e agonia. Ali, os caris decaíram a tal ponto que a aparência física do povo mudou, lembrando as misteriosas criaturas da antiguidade, as quais permaneceram aprisionadas nas entranhas do solo.
O mundo ficou em pedaços e tão perdido que a violência tomou conta rapidamente de outros povos. Um questionamento ainda permanece entre os mais velhos: será que os sobreviventes são capazes de reunir forças para encontrar o caminho da paz novamente?
Dentre os Caris, havia Ubajara, que subiu ao poder com a promessa de unir todos os seus novamente em torno de uma civilização mais próspera. Mais máquina que homem, seu corpo é um emaranhado carne e aço. Ele foi nomeado “Senhor das armas”. Desde então, lançou uma empreitada feroz contra o mundo, mais especificamente contra a cidade de Endir, morada dos seres luminosos e Elementais do equilíbrio. Seu objetivo era capturar a energia vital e os poderes destes seres para agir sobre a Árvore Samaúma, controlando, assim, a existência em todo o Cosmos.
Os animais foram forçados a adentrar ainda mais fundo na mata, afim de se protegerem contra os ataques das hordas de Ubajara. Dentre eles, Raori, a onça pintada, senhor das matas de Ameko.
Feroz e irascível, Raori teve seu filho Inoar morto pelos poderes sombrios dos Caris. Agora, a onça busca por vingança contra Ubajara. Seu tempo é destinado à caçada contra todos aqueles que tiraram dela a razão de viver.

Em Etama, um número sem fim de Elementais foram capturados para que suas almas fossem arrancadas de seus corpos, índios pereceram ante o poder maligno e seres míticos sucumbiram diante da maldade de Ubajara e da horda impiedosa de soldados.
Em uma de suas incursões no mundo de Etama, o Senhor das Armas obteve o frasco ancestral denominado de Joaci, uma das quatro relíquias do mundo antigo. Este frasco capturava a alma de vários seres e repassava a Ubajara a energia vital, deixando-o ainda mais forte.
De posse do frasco ancestral, Ubajara esperava eliminar até o último ser de Etama e subjugar a Árvore da Vida, abrindo caminho para que a sociedade dos Caris florescesse novamente em todo seu esplendor, só que desta vez ainda mais forte do que antes. Mas o problema era o custo das suas ações vis.

Dos poucos elementais que restaram, a pequena Amanara representa a resistência às investidas malignas de Ubajara. Filha de Iburá, a grande nascente de água, e de Amanacy, a senhora da chuva, a jovem busca seu lugar em Etama e irá enfrentar seu maior desafio em um mundo repleto de transformações.

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